O encontro será realizado nos dias 21 e 22 de novembro e reunirá brigadistas, bombeiros, trabalhadores florestais, especialistas, técnicos, pesquisadores, organizações, produtores e comunidades para abordar a prevenção, combate e recuperação de áreas afetadas pelo fogo.
A Região Andina do Paralelo 42 sediará nos dias 21 e 22 de novembro o I Congresso Nacional de Combate, Prevenção, Políticas Públicas e Restauração Florestal, uma proposta que visa compartilhar experiências e fortalecer capacidades contra incêndios florestais. O encontro é organizado pela Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) e pela Cooperativa dos Trabalhadores Fundiários da Patagônia (UTT), com atividades previstas em diferentes pontos da Região Andina. A iniciativa propõe a criação de um espaço de formação, intercâmbio e debate sobre incêndios florestais e seus impactos ambientais, sociais e econômicos. Participarão brigadas nacionais e provinciais, bombeiros voluntários, trabalhadores florestais, especialistas, técnicos, investigadores, organizações, produtores e comunidades. Um dos principais objetivos será abordar a gestão do fogo numa perspetiva abrangente, considerando as ações necessárias antes, durante e depois de um incêndio. Em termos de prevenção, trabalhar-se-á no planeamento territorial, gestão de combustíveis, educação, preparação comunitária, redução de riscos e estratégias que visam reduzir a propagação de incêndios. O eixo de combate incluirá experiências de brigadas e trabalhadores de conservação, organização e coordenação de operações, ferramentas e tecnologias, comunicações, logística, tomada de decisões e trabalho no território. Também serão abordadas políticas públicas, com temas ligados a direitos trabalhistas, acordos coletivos, políticas estaduais e desafios relacionados à construção de direitos trabalhistas e comunitários. A restauração será outro dos eixos centrais, com a análise de experiências para recuperar áreas afetadas, regenerar florestas, conservar a biodiversidade e recuperar solos e fontes de água após os incêndios. A troca de experiências de quem trabalha diariamente no território terá lugar central durante o Congresso, com o objetivo de recuperar conhecimentos e aprendizagens construídos a partir da prática. A proposta visa também debater os desafios derivados de incêndios cada vez mais complexos, num cenário atravessado pelas alterações climáticas, pela transformação do território e pela necessidade de reforçar estratégias de prevenção e gestão de incêndios. A escolha da Região Andina como sede está ligada aos grandes incêndios que afetaram a região nos últimos anos e aos subsequentes processos de recuperação. Neste contexto, o Congresso procurará aliar o conhecimento técnico às experiências das comunidades e dos trabalhadores que desenvolvem as suas atividades nos territórios afetados pelo fogo. A primeira edição do encontro visa gerar redes de trabalho, compartilhar ferramentas e fortalecer a coordenação entre os diferentes setores ligados à prevenção, combate e restauração de florestas.










