Casas que melhoram a saúde: por que a construção com madeira é a tendência mundial que reduz o estresse

Casas que melhoram a saúde: por que a construção com madeira é a tendência mundial que reduz o estresse

2026-09-14
Pesquisas de universidades do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão apoiam a ligação entre a exposição a superfícies de madeira e a redução da pressão arterial.
Num mundo cada vez mais urbano e acelerado, a forma como projetamos os espaços já não é apenas uma questão estética ou funcional. Hoje, a arquitetura também se pergunta como influencia a saúde mental e o bem-estar de quem nela vive. Um estudo internacional publicado pela Naturally Wood, focado em edifícios desenvolvidos com madeira maciça, fornece evidências convincentes: o design biofílico – que reconecta as pessoas com a natureza através de materiais, luz e meio ambiente – pode reduzir o estresse, promover a concentração e gerar ambientes mais saudáveis. A pesquisa, que analisou edifícios como o The Exchange, conclui que espaços com madeira não só melhoram a percepção de conforto, mas também impactam positivamente a produtividade e o desempenho cognitivo. Por seu lado, no local de trabalho, estes benefícios traduzem-se numa maior satisfação, redução do stress e numa melhor ligação com o local de trabalho. Bem-estar medido no corpoOs resultados não são anedóticos. Pesquisas realizadas em universidades do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão mostraram que a exposição a superfícies de madeira pode reduzir a ativação do sistema nervoso simpático (responsável pela resposta ao estresse), reduzir a pressão arterial e melhorar a qualidade do ar interior. A madeira, nesse sentido, deixou de ser apenas um material estrutural para se tornar um aliado terapêutico. Marta, arquiteta e membro da CADAMDA (Câmara da Madeira), explica: A madeira permite-nos criar espaços que melhor acompanham as necessidades físicas e emocionais das pessoas. A sua utilização não responde apenas a critérios de sustentabilidade, mas também de saúde e bem-estar. Uma tendência global crescente O uso de madeira maciça em construções de médio e grande porte vem ganhando espaço em diversos países como uma alternativa eficiente, sustentável e alinhada às novas demandas urbanas. Além da menor pegada de carbono em comparação com o betão ou o aço, a madeira oferece benefícios adicionais: melhora o conforto térmico, regula a humidade e, como demonstrado, tem um impacto positivo na saúde mental. Mais do que construir: projetar bem-estarA arquitetura biofílica e a neuroarquitetura abrem um novo paradigma: edifícios que não só acolhem atividades, mas também contribuem ativamente para o bem-estar de quem os habita. Em contextos urbanos onde o contacto com a natureza é limitado, a textura, o calor e a origem natural da madeira geram uma ligação imediata com o meio ambiente. “Não se trata apenas de como construímos, mas de como queremos viver”, reflete CADAMDA. O desafio agora é avançar para modelos de construção que integrem este conhecimento e permitam o desenvolvimento de cidades mais saudáveis, sustentáveis ??e humanas.

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