Não é preciso gastar mais para que os impactos da florestação cresçam, é preciso observar onde estão os obstáculos e tomar decisões, disse Francisco Bonino. Não é preciso gastar mais, é preciso observar onde estão os obstáculos e tomar decisões. Essa mensagem foi apontada por Francisco Bonino como a premissa central a considerar para ver como avançar em direção a um objetivo traçado pela Sociedade de Produtores Florestais (SPF): aumentar 500.000 hectares com florestamento no Uruguai.
Bonino, vice-presidente do sindicato, foi um dos palestrantes da oitava edição do Forest Breakfast, realizado na terça-feira, 1º de setembro, no Radisson Victoria Plaza. Na atividade intitulada As decisões de hoje marcam o futuro, inicialmente houve a fala de Lucía Basso, presidente do sindicato que compõe a Associação Rural do Uruguai (ARU). No final houve um painel de análise no qual participou o diretor-geral florestal do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP), Gastón Martínez; a diretora nacional de investimentos do Ministério da Economia e Finanças (MEF), Isabella Antonaccio; o subsecretário do Ministério do Meio Ambiente (MA), Oscar Caputi; e o diretor do SPF, Álvaro Molinari.• • • Não é preciso gastar mais, é preciso observar onde estão os obstáculos e tomar decisões. Essa mensagem foi apontada por Francisco Bonino como a premissa central a considerar para ver como avançar em direção a um objetivo traçado pela Sociedade de Produtores Florestais (SPF): aumentar 500 mil hectares com florestamento no Uruguai. Bonino, vice-presidente do sindicato, foi um dos palestrantes da oitava edição do Forest Breakfast, realizado na terça-feira, 1º de setembro, no Radisson Victoria Plaza. Na atividade, intitulada “As decisões de hoje marcam o futuro”, houve inicialmente a fala de Lucía Basso, presidente do sindicato que compõe a Associação Rural do Uruguai (ARU). MAIS NOTÍCIASO problema que tem a floresta nativa uruguaia e o que a Diretoria Florestal pediu ao povoA mensagem dos produtores do Café da Manhã da Floresta sobre as decisões que acrescentam e as que permanecem No encerramento houve um painel de análise no qual participaram o diretor geral florestal do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP), Gastón Martínez; a diretora nacional de investimentos do Ministério da Economia e Finanças (MEF), Isabella Antonaccio; o subsecretário do Ministério do Meio Ambiente (MA), Oscar Caputi; e o diretor do SPF, Álvaro Molinari. Por que e por que adicionar 500 mil hectares O discurso de Bonino foi intitulado Por que e por que adicionar 500 mil hectares, uma proposta de crescimento produtivo que o SPF já promoveu em instâncias anteriores e cuja relevância reforçou com novos dados e conceitos. No início de sua apresentação, Bonino destacou que continuam sendo geradas oportunidades para o aproveitamento da produção florestal, citando dois exemplos. Por um lado, baterias feitas de árvores, com carbono derivado da lignina que substitui o grafite nos ânodos das baterias de lítio e sódio. Por outro lado, a madeira é mais resistente que o aço, ao transformar a estrutura celular da madeira a nível molecular, obtendo um produto 80% mais leve que o aço e 50% mais resistente que o aço. Bonino, relativamente à necessidade global, informou que a procura global de madeira crescerá até 49% até 2050, impulsionada por rendimentos mais elevados nas economias emergentes, mais construção e a substituição de materiais não renováveis ??por madeira, têxteis celulósicos e bioenergia. Quanto ao modelo florestal no Uruguai, indicou que a questão não é mais se funciona, mas o que falta para manter o desenvolvimento industrial e continuar a crescer. Foi então que mostrou vários dados para perceber o que este setor, enquanto motor económico, gera em riqueza e emprego. Bonino, ao considerar a existência de uma política de Estado de apoio ao sector florestal, lembrou a existência de uma primeira lei florestal (1968) e de uma segunda lei florestal (1987), lembrando que nos últimos 30 anos existiram mais de 30 decretos e leis associadas que estabeleceram mudanças. Relativamente à evolução da área florestal, detalhou diferentes comportamentos desde o início deste século, com destaque para o que aconteceu no último ano anual, quando a extensão da nova arborização foi inferior a 1% em relação à área existente, situação que gera preocupação. Foi nesse momento que ele apontou a reflexão no início desta nota, de que não é preciso gastar mais, é preciso observar onde estão os obstáculos e tomar decisões, para caminharmos em direção ao crescimento florestal na magnitude desejada. Oportunidades para aumentar a florestaçãoA existência de mais meio milhão de hectares florestados no Uruguai é, afirmou Bonino, uma oportunidade que pode ser medida em crescimento económico, emprego e exportações, dado que permitirá, se alcançada, um aumento do PIB de 2,5%; 16.600 novos empregos; e acrescentar US$ 1,3 bilhão em receitas derivadas das exportações. Ao empreender esforços para atingir este objetivo, existem três eixos de atuação: o marco regulatório (atualização regulatória e previsibilidade do investimento); logística, infraestrutura e energia (rotas, portos e disponibilidade de energia para a cadeia produtiva); e desenvolvimento industrial e de mercado (novos produtos de valor agregado e abertura de mercados externos). Em relação ao eixo inicial, identificou como problema a existência de processos de aprovação sem critérios técnicos previsíveis ou prazos determinados, e como proposta evoluir para o modelo da Nova Zelândia onde em vez de perguntar e esperar, o que será feito é notificado, é feito e cumprido. Quanto ao segundo eixo, nesse caso Bonino citou como problema a existência de custos logísticos elevados em comparação aos principais concorrentes, citando como dificuldade adicional as paralisações que houve no Porto de Montevidéu, contribuindo como necessidade de estabelecimento de corredores para trens e a implantação do sistema ferroviário que ligue áreas produtivas e industriais diretamente ao porto, decisões e investimentos que beneficiariam não apenas o setor florestal, mas também todo o agronegócio. Finalmente, em relação ao terceiro eixo, considerou como adversidade a necessidade não atendida de maior desenvolvimento industrial e comercial para absorver o crescimento da oferta de madeira e como proposta de considerar um Uruguai Florestal como estratégia do país. 2025.Regras claras e investimentoAo final da sua apresentação, o vice-presidente do SPF identificou quatro condições facilitadoras para alcançar o crescimento desejado, relevantes para avançar: a integração dos produtores com outros setores; carbono, clima e serviços ecossistémicos; capital humano e inovação; e conhecimento e visibilidade do setor.








