Uma brutal limpeza clandestina em frente ao Lago Correntoso, na localidade de Villa La Angostura, resultou numa sanção pecuniária sem precedentes. A Justiça verificou a destruição de espécies protegidas pelo avanço das escavadeiras e ordenou aos proprietários do lote que implementassem um rigoroso plano de remediação para tentar salvar o ecossistema patagônico.
A intervenção de máquinas pesadas e motosserras em terrenos localizados na zona costeira originou uma das mais duras dificuldades económicas dos últimos anos na região serrana. Após exaustiva vistoria no local, as autoridades confirmaram a destruição da flora protegida e o andamento das obras sem qualquer tipo de aval oficial. Do Juizado de Contravenções de Villa La Angostura ratificaram o caráter definitivo da sanção e explicaram que os relatórios técnicos incorporados ao processo eram lapidares. Conforme detalharam os porta-vozes do tribunal, os especialistas descreveram o evento como um dano ambiental pontual permanente devido à enorme gravidade das alterações causadas ao frágil equilíbrio da floresta andina. O custo da destruição da natureza A descoberta da clareira disparou todos os alarmes no município local. Os fiscais que percorreram o imóvel constataram a abertura de uma estrada interna e movimentações de solo que afetaram uma área de mais de 1.300 metros quadrados. Toda essa implantação foi realizada em absoluto sigilo e sem apresentação da documentação correspondente aos órgãos públicos. O resultado desta incursão furtiva foi devastador para a vegetação da região. A ata lavrada documentou a extração ilegal de quinze murtas adultas e quatro coihues jovens. Ao descrever o cenário, fontes judiciais indicaram que muitas outras árvores nativas ficaram com as raízes completamente expostas e alertaram para o altíssimo risco de morte que a flora enfrenta após as escavações profundas realizadas na propriedade. Punição econômica e reparação obrigatória Diante da magnitude dos danos, o Tribunal Municipal de Contravenções decidiu aplicar todo o rigor da regulamentação vigente, declarando os proprietários solidários pelas múltiplas infrações. A soma das infrações por danos ambientais, derrubada de espécies protegidas, desobediência a liminares anteriores e irregularidades urbanísticas resultou em uma pena exata de 66.950.000 pesos. A decisão judicial obriga os infratores a ir muito além do simples pagamento da multa financeira. O tribunal foi categórico ao sustentar que os proprietários do lote “devem cumprir todas as tarefas de remediação e recomposição determinadas pela Direção do Ambiente”, diretiva que procura garantir que o terreno intervencionado recupera pelo menos parte da sua fisionomia e vitalidade originais. Para garantir o cumprimento desta restauração abrangente, a decisão impõe exigências inegociáveis. Os responsáveis ??terão que adquirir e plantar vinte novos exemplares de espécies nativas sob estrita supervisão das equipes técnicas. As autoridades anunciaram que manterão monitoramento constante do imóvel e exigirão a entrada irrestrita de fiscais até verificarem se cada ponto da medida imposta para mitigar o impacto ecológico é respeitado.










